Washington (DC) – O governo dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira (29) a revogação dos vistos de entrada de membros da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e da Autoridade Palestina (ANP), poucos dias antes do início da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A medida foi tomada pelo presidente Donald Trump e divulgada em comunicado oficial do Departamento de Estado.
Segundo o texto, a decisão visa “reafirmar o compromisso de não recompensar o terrorismo” e responsabilizar as entidades palestinas por ações que, segundo Washington, prejudicam os esforços de paz no Oriente Médio.
“É do interesse da nossa segurança nacional responsabilizar a OLP e a ANP por não cumprirem seus compromissos e por prejudicar as perspectivas de paz”, afirma o comunicado.
Condições para diálogo
A administração republicana condiciona qualquer reaproximação à renúncia explícita ao terrorismo, incluindo o ataque de 7 de outubro, e ao fim da incitação em materiais educacionais. Também exige que a ANP abandone iniciativas jurídicas internacionais, como apelos ao Tribunal Penal Internacional (TPI) e à Corte Internacional de Justiça (CIJ), além de esforços para o reconhecimento unilateral de um Estado palestino.
“Ambas as medidas contribuíram materialmente para a recusa do Hamas em libertar seus reféns e para o fracasso das negociações de cessar-fogo em Gaza”, diz o Departamento de Estado.
Apesar da revogação dos vistos, a missão da Autoridade Palestina na ONU continuará operando sob isenções diplomáticas previamente acordadas.
Reação palestina
Em resposta, o presidente da ANP, Mahmoud Abbas, classificou a decisão como “contrária ao direito internacional” e pediu que a Casa Branca reverta a medida. A declaração foi divulgada por seu gabinete e repercutida pela mídia árabe.
“A Casa Branca deve reverter sua decisão”, afirmou Abbas, sem detalhar quais medidas diplomáticas serão tomadas.
O governo Trump, por sua vez, declarou que permanece aberto a um “reengajamento consistente com suas leis”, desde que a OLP e a ANP cumpram suas obrigações e demonstrem ações concretas em favor da coexistência pacífica com Israel.
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