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Como caracterizar a revogação de vistos diplomáticos dos EUA às vésperas da Assembleia da ONU?

30/08/2025

Medida contra delegação palestina reacende debate sobre soberania, direito internacional e impacto em outras lideranças, como Lula

Washington (DC) – A decisão do governo dos Estados Unidos de revogar os vistos de membros da Autoridade Palestina (ANP) e da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) às vésperas da Assembleia Geral da ONU provocou reações internacionais e levantou questionamentos sobre a legalidade da medida à luz do direito internacional. O anúncio foi feito pelo Departamento de Estado, sob orientação direta do presidente Donald Trump, com o argumento de que a medida visa “não recompensar o terrorismo”. Segundo especialistas em relações internacionais, a iniciativa pode violar o Acordo de Sede da ONU, firmado entre a organização e os Estados Unidos em 1947, que garante acesso irrestrito a representantes oficiais de Estados-membros e observadores para participação em eventos da ONU. Embora o governo americano tenha afirmado que a missão palestina em Nova York continuará operando sob isenções diplomáticas, ainda não está claro se todos os membros da delegação terão entrada permitida. A medida não se restringe à Palestina. Recentemente, o governo Trump também revogou os vistos de ministros do Supremo Tribunal Federal brasileiro, incluindo Alexandre de Moraes, o que foi classificado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como “inaceitável e arbitrário”. A decisão ocorreu após ações da Polícia Federal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, aumentando a tensão entre os dois países. Apesar disso, não há indícios de que Lula ou membros de sua delegação oficial tenham sido diretamente afetados pela política de restrição de vistos. O presidente brasileiro mantém sua participação confirmada na Assembleia Geral da ONU, onde será o primeiro a discursar, como é tradição. A possibilidade de um encontro entre Lula e Trump durante a Assembleia permanece incerta. Lula afirmou que a iniciativa de uma conversa dependerá exclusivamente do presidente americano. “Vai depender dele. Eu estarei no mesmo espaço, mas não vou tomar a iniciativa”, disse o petista em entrevista recente. A relação entre os dois líderes é marcada por diferenças ideológicas e episódios de tensão diplomática. Com a escalada de medidas unilaterais por parte dos EUA, como o tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros e a revogação de vistos de autoridades, o clima para um diálogo direto parece pouco favorável.

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