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Eduardo Bolsonaro cogita candidatura à Presidência caso Jair Bolsonaro permaneça inelegível

Se meu pai não puder disputar, eu gostaria de ser candidato, disse Eduardo nos Estados Unidos

Emilly Behnke / Don Carlos Leal
29/08/2025 17h37 - Atualizado há 10 horas
Eduardo Bolsonaro cogita candidatura à Presidência caso Jair Bolsonaro permaneça inelegível
Eduardo e Jair Bolsonaro. - Foto: Beto Barata / PL via Flickr / Reprodução

Brasília (DF) – O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) declarou nesta sexta-feira (29) que pretende disputar a Presidência da República caso seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), permaneça inelegível. A afirmação foi feita durante entrevista ao portal Metrópoles, enquanto o parlamentar cumpre agenda nos Estados Unidos, onde está desde fevereiro.

“Se o meu pai não puder se candidatar, eu gostaria de sair candidato”, afirmou Eduardo, que também mencionou a possibilidade de realizar a “primeira campanha virtual da história do país”.

O deputado está oficialmente de volta ao exercício do mandato desde 21 de julho, após um período de licença de 120 dias. No entanto, permanece fora do Brasil e, na quinta-feira (28), enviou ofício à Câmara dos Deputados solicitando autorização para atuar remotamente. No documento, alegou estar impossibilitado de retornar devido a uma suposta perseguição política.

“A solução tecnológica já existe. Eu consigo perfeitamente exercer o meu mandato à distância, consigo fazer participações nas comissões”, disse, cobrando uma decisão do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Eduardo também sinalizou que pode deixar o Partido Liberal caso o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), se filie à legenda. Tarcísio é apontado como possível sucessor político de Jair Bolsonaro e eventual candidato à Presidência.

“Se o Tarcísio vier para o PL, eu não terei espaço. Estou no meu terceiro mandato, sei como a banda toca. Eu teria que ir para outro partido”, afirmou.

Investigação e sanções
O deputado é alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta conspiração contra a soberania nacional. A investigação apura articulações feitas por Eduardo nos Estados Unidos contra o Judiciário brasileiro e em favor de sanções ao país.

Segundo ele, a proposta original apresentada ao ex-presidente Donald Trump previa sanções individuais contra o ministro Alexandre de Moraes. No entanto, desde 6 de agosto, os EUA passaram a aplicar tarifas de 50% sobre produtos brasileiros.

“Confio no presidente Trump. Ele entendeu que existia um aparato financeiro que dá suporte ao regime e preferiu começar as pressões a partir dali”, justificou.

Conselho de Ética e reação do governo
Mais cedo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu publicamente a cassação do mandato de Eduardo Bolsonaro. Em entrevista, Lula classificou o deputado como “o maior traidor da história do país”.

“Já falei com o presidente Hugo Motta e com vários deputados. É extremamente necessário cassar o Eduardo Bolsonaro”, disse o presidente.

Em 15 de agosto, a presidência da Câmara encaminhou quatro representações ao Conselho de Ética contra Eduardo. Três foram apresentadas pelo PT e uma pelo PSOL, todas por quebra de decoro parlamentar. As ações pedem investigação e possível cassação do mandato.

As acusações giram em torno das articulações feitas por Eduardo nos Estados Unidos, que teriam como objetivo retaliar o julgamento de Jair Bolsonaro no STF.

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FONTE: CNN
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