BRASÍLIA (DF) — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou na sexta-feira (29) que um vídeo viral publicado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) sobre suposta taxação do Pix teria contribuído para a defesa do crime organizado. A declaração foi feita durante entrevista à Rádio Itatiaia, na qual Lula abordou a megaoperação deflagrada contra o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Sem citar diretamente o nome do parlamentar, Lula disse que “tem um deputado que fez uma campanha contra as mudanças que a Receita Federal propôs e agora está provado que o que ele estava fazendo era defender o crime organizado”.
Reação e polêmica
Nikolas reagiu à fala do presidente nas redes sociais, classificando a declaração como “canalhice” e prometendo entrar na Justiça por difamação. “Irei à Justiça para que responda por essa difamação, assim como farei com todos os demais — estou compilando tudo”, escreveu o deputado.
O vídeo em questão, publicado no início de 2025, acusava o governo de tentar taxar o Pix após mudanças nas regras de fiscalização da Receita Federal. A gravação alcançou cerca de 300 milhões de visualizações e gerou forte repercussão, levando o governo a recuar da medida.
Receita critica fake news e aponta prejuízo
O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, também criticou o conteúdo disseminado por Nikolas. Segundo ele, as fake news foram tão intensas que nem mesmo o esforço conjunto da Receita e da mídia conseguiu reverter a desinformação. “Tivemos que dar um passo atrás e revogar a instrução normativa. E as operações de hoje mostram quem ganhou com essas mentiras: o crime organizado”.
A revogação da norma teria criado um “vácuo regulatório”, permitindo que organizações criminosas utilizassem fintechs e contas de passagem para movimentar grandes quantias sem rastreamento.
Operação histórica contra o PCC
Durante a entrevista, Lula classificou as operações Carbono Oculto, Quasar e Tank como “a mais importante da história de 525 anos do Brasil” no combate ao crime organizado. As ações envolvem a Polícia Federal, Receita Federal, Ministério Público e a Agência Nacional do Petróleo (ANP), e miram esquemas de corrupção ligados ao PCC.
As investigações revelaram que cerca de mil postos de combustíveis em dez estados movimentaram mais de R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024, utilizando fintechs como “bancos paralelos” para ocultar recursos ilícitos.
Lula também rebateu críticas de adversários políticos, afirmando: “Vamos ver quem é que está no crime organizado”.
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