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28/02/2021 às 07h00min - Atualizada em 28/02/2021 às 07h00min

É lockdown, mesmo?

Brasil não consegue adotar modelo e vive pior fase da pandemia!

https://www.em.com.br/app/noticia/nacional/2021/02/26/interna_nacional,1241262/e - lockdown
https://www.em.com.br/app/noticia/nacional/2021/02/26/interna_nacional,1241262/e-lockdown-brasil-nao-consegue-adotar-modelo-e-vive-pior-fase-da-pandemia.shtml
REPRODUÇÃO
Diante de compreensão equivocada do termo, os governos adotam medidas que ainda estão distantes do conceito original, mas recebem a denominação.

O termo em inglês lockdown, que em tradução literal significa fechamento total, se popularizou quando a medida foi adotada pela Itália no auge da primeira onda da COVID-19 em março do ano passado, quando morriam cerca de 1 mil pessoas por dia no país europeu. O Brasil, há mais de 30 dias, confirma mais de mil mortes por dia e ontem superou a marca de 1,5 mil. O que está sendo adotado pelas cidades brasileiros ondee o sistema de saúde entrou em colapso é lockdown ou não?

Para fazer frente a superlotação dos sistemas de saúde, que estão em colapso em várias regiões do país, a medida surge como única forma de conter a doença. Mas, muitas vezes diante da compreensão equivocada do termo, governos adotam medidas que ainda estão distantes do conceito original, mas recebem a denominação.
 
O presidente da Sociedade Mineira de Infectologia, Estevão Urbano, afirma que o município de Araraquara foi o que mais se aproximou da medida de forma correta. "Lockdown é uma situação extrema. Só funcionam os serviços ultra essenciais, como farmácias, hospitais e supermercados. As pessoas não podem sair às ruas. Se saem são penalizadas por isso. Podem ser multadas e até presas. Em alguns locais, a pessoa tem que explicar para onde vai quando sai de casa. Se não tiver explicação, a pessoa é punida", diz o infectologista que compõe o comitê de enfrentamento à COVID-19 em Belo Horizonte. Segundo ele, nos momentos mais duros do fechamento no ano passado, a capital mineira adotou um semi-lockdown. "BH não adotou o lockdown de forma literal. Foi um semi-lockdown. Durante o fechamento, as pessoas que saíam de casa, mesmo quando não era para questões essenciais, não eram punidas", pontua o infectologista.

Levantamento da Fiocruz apontou que os leitos de terapia intensiva em hospitais chegaram ao maior nível de ocupação em 17 capitais, sendo os casos mais graves em Porto Velho (100%), Florianópolis (96,2%), Manaus (94,6%), Fortaleza (94,4%) e Goiânia (94,4%). A explosão dos casos levou o  Governo de Santa Catarina anuncioar um lockdown para este final de semana em todo o estado. 

No Distrito Federal, o governador Ibaneis Rocha adotou medidas restritivas para evitar a proliferação da doença, mas nega aderir ao lockdown. No DF, a partir de segunda-feira (1º de março), as atividades econômicas serão suspensas das 20h às 5h, à exceção de serviços essenciais. O que está sendo chamado de toque de recolher deve durar 14 dias.  

Essa discussão toma a cidade de Salvador, onde a situação está bastante crítica. O secretário de Saúde de  Salvador Leonardo Prates afirma que a partir desta sexta-feira (26/2), a cidade adotará medidas de restrição duríssimas. "As coisas estão bem difíceis. Momento mais crítico para mim da pandemia. Recorde de solicitações das UPAs municipais", diz. Na avaliação do secretário da capital da Bahia, ainda não é lockdown, mas a população está denominando as medidas dessa forma. Ele afirmou que só funcionará os serviços sociais e ordem do governador para que a Polícia Militar aja de forma enérgica com quem descumprir.  "A pressão sobre o sistema de saúde nunca esteve tão grande. Nosso desafio é sobreviver até sexta feira que vem. De hoje a oito", afirma.O secretário diz que ainda não é possível medir os efitos do toque de recolher decretado na semana passada. " Vamos entrar em restrições duríssimas amanhã como nunca tivemos.  Comércio fechado, bares fechados, transporte marítimo suspenso, transporte reduzido. As pessoas aqui estão chamando de lockdown", diz. "Só não vamos fechar supermercado e farmácia", acrescenta.

O que é o coronavírus? Coronavírus são uma grande família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus (COVID-19) foi descoberto em dezembro de 2019, na China. A doença pode causar infecções com sintomas inicialmente semelhantes aos resfriados ou gripes leves, mas com risco de se agravarem, podendo resultar em morte. A transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro, contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão, contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos. A recomendação é evitar aglomerações, ficar longe de quem apresenta sintomas de infecção respiratória, lavar as mãos com frequência, tossir com o antebraço em frente à boca e frequentemente fazer o uso de água e sabão para lavar as mãos ou álcool em gel após ter contato com superfícies e pessoas. Em casa, tome cuidados extras contra a COVID-19. Principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19: febre, tosse, falta de ar e dificuldade para respirar, problemas gástricos, diarreia. Em casos graves, as vítimas apresentam: pneumonia, síndrome respiratória aguda severa e insuficiência renal. Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

Mitos e verdades sobre o vírus
Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.

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