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Mudança na comunicação de Lula não consegue reverter queda da popularidade

A desaprovação ao governo Lula subiu 7 pontos desde janeiro e chegou a 56%, segundo a Quaest. A popularidade do presidente cai continuamente desde julho de 2024

Guilherme Grandi / Don Carlos Leal
02/04/2025 08h15 - Atualizado há 1 dia
Mudança na comunicação de Lula não consegue reverter queda da popularidade
Lula escalou o publicitário Sidônio Palmeira para tentar reverter a queda da popularidade, mas que não tem surtido o efeito esperado. - Foto: Reprodução / Canal Gov
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A mudança do comando da comunicação deste terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na presidência do país não tem surtido o efeito esperado, e a popularidade do governo segue em queda livre. Esta é a avaliação do professor Felipe Nunes, CEO da Quaest, sobre a nova pesquisa de avaliação do petista divulgada nesta quarta (2), a um dia do lançamento do novo lema do governo, o “Brasil dando a volta por cima”.

A mudança do comando da comunicação deste terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na presidência do país não tem surtido o efeito esperado, e a popularidade do governo segue em queda livre. Esta é a avaliação do professor Felipe Nunes, CEO da Quaest, sobre a nova pesquisa de avaliação do petista divulgada nesta quarta (2), a um dia do lançamento do novo lema do governo, o “Brasil dando a volta por cima”.

“Aumentar a exposição de Lula por meio de entrevistas e eventos não tem conseguido produzir melhora na percepção sobre o presidente. Metade do país acredita que tais aparições têm piorado a percepção sobre ele”, disse Nunes comparando à fórmula que, no passado, surtiu o efeito esperado de elevar a popularidade do presidente.

A nova rodada da pesquisa Quaest mostra que a mudança de ministros na Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, com a saída do deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) e a entrada do publicitário Sidônio Palmeira, não levou ao resultado esperado. Ele chegou a falar em "cortina de fumaça" da "extrema-direita" para encobrir as ações do governo.

Desde janeiro, Sidônio mudou a estratégia de comunicação do governo aumentando a exposição de Lula em eventos oficiais, com discursos mais inflamados, e foco em programas-chave como o Pé-de-Meia e o Farmácia Popular, além de acenos à classe média e aos evangélicos.

Ele também reforçou os ataques ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), lançou o projeto para aumentar a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e, mais recentemente, passou a pedir um endurecimento das políticas de segurança pública contra o roubo de celulares.

No entanto, segundo a pesquisa Quaest, essa estratégia não reverteu a desaprovação a Lula, tanto que 47% dos entrevistados afirmam ver mais notícias negativas do que positivas (23%) sobre o governo.

Para 44% deles, a comunicação do governo segue igual mesmo com a mudança do ministro da Secom. Já a estratégia de expor mais o presidente Lula tem piorado a percepção sobre ele para 50% dos entrevistados.

“A incapacidade de reverter o quadro de desaprovação também é fruto da piora na percepção sobre a economia. No último mês, saiu de 39% para 56% o percentual que afirma que a economia piorou no último ano”, pontuou Nunes.

A perda de popularidade de Lula ocorreu principalmente na sua própria base eleitoral entre eleitores do Nordeste e com renda de até 2 salários mínimos.

De acordo com Nunes, os programas populares lançados por Lula acabam ofuscados por problemas básicos da população, como as contas do supermercado, de água e luz e da gasolina. Não à toa, o presidente deu um puxão de orelha nos ministros no começo do ano pedindo soluções para a redução dos preços dos alimentos.

No entanto, os programas assistenciais, que eram as principais plataformas de Lula nos dois primeiros mandatos, já não contam mais pontos. Segundo Felipe Nunes, iniciativas como Bolsa Família, entre outros, hoje são direitos da população, e não mais uma política de um determinado governo.

“A maioria (51%) acredita que os programas sociais do governo são direitos, que não serão retirados por nenhum governo. Ou seja, acabam virando políticas de Estado, que existirão independentemente do governo de ocasião. É o processo de extinção da gratidão automática”, pontuou.

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FONTE: GAZETA DO POVO
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