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13/07/2023 às 10h19min - Atualizada em 13/07/2023 às 10h19min

Vaiado em congresso da UNE, Barroso cita enfrentamento à ditadura e ao bolsonarismo

Em nota, UNE repudiou atitude de minoria que vaiou o magistrado

Fernanda Vivas
G1
Ministro Luís Roberto Barroso foi hostilizado durante Congresso da UNE em Brasília. - Imagem: Reprodução
O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi vaiado na noite desta quarta-feira (12) por um grupo de pessoas em um congresso realizado pela União Nacional dos Estudantes (UNE), na Universidade de Brasília (UnB). Em discurso, o magistrado defendeu a democracia e a liberdade, e falou em superação da ditadura e do bolsonarismo no país.

Além de vaiar o ministro, o grupo exibiu cartazes em apoio ao piso nacional da enfermagem e contra o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em 2016. Os manifestantes ergueram uma faixa com a inscrição: “Barroso: inimigo da enfermagem e articulador do golpe de 2016”. Após ser vaiado, o magistrado citou, durante pronunciamento, o enfrentamento à ditadura militar e ao bolsonarismo. Ele também defendeu o direito à livre manifestação das pessoas.

"Eu saio daqui com a energia renovada. Pela concordância e pela discordância. Porque essa é a democracia que nós conquistamos. Nós derrotamos a censura, nós derrotamos a tortura, nós derrotamos o bolsonarismo, para permitir a democracia e a manifestação livre de todas as pessoas", afirmou Barroso. "Obrigado de coração por me permitirem esse reencontro com a minha própria juventude e com um passado do qual me orgulho e um compromisso que conservo até hoje, que é fazer um país melhor e maior", completou o magistrado.

Em nota, o STF afirmou que a frase "nós derrotamos o bolsonarismo", dita por Barroso, "referia-se ao voto popular e não à atuação de qualquer instituição" (leia a íntegra da nota ao final desta reportagem). Também em nota, a UNE disse repudiar e lamentou o que chamou de "atitude antidemocrática" de um grupo "minoritário" que vaiou o ministro.

"A UNE é uma instituição quase centenária, que em toda sua história se propôs a reunir amplos setores sociais em defesa da democracia, da educação e do Brasil. Procuramos neste momento reafirmar esse compromisso, ao receber pela primeira vez desde a redemocratização um ministro do STF em nosso congresso, onde colocamos a nossa defesa pela prisão de todos aqueles que atentaram ao estado democrático recentemente, principalmente, o que foi o principal arquiteto deste ataque, o Bolsonaro", afirma o comunicado da entidade.

Barroso, que é relator de uma ação que contesta no STF o piso nacional da enfermagem, também afirmou que ele ajudou na viabilização do pagamento do piso. Ele apresentou um voto conjunto com o ministro Gilmar Mendes, em que eles liberam o pagamento, mas estabelecem condicionantes. "E, mais que isso, fui eu que consegui o dinheiro da enfermagem, porque não tinha dinheiro", declarou Barroso. "E não tenho medo de vaia porque temos um país para construir", completou o ministro.

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