O corpo de Gerson de Melo Machado, de 19 anos, conhecido como “Vaqueirinho”, foi sepultado nesta segunda-feira (1º) no Cemitério do Cristo, em João Pessoa. Apenas a mãe e uma prima estiveram presentes na cerimônia. A mãe, diagnosticada com esquizofrenia e afastada do poder familiar há cerca de uma década, precisou reconhecer o corpo do filho no Instituto Médico Legal (IML).
Gerson morreu após invadir o recinto de uma leoa no Parque Zoobotânico Arruda Câmara, conhecido como a Bica, na manhã de domingo (30). Segundo a prefeitura, o jovem escalou um muro de mais de seis metros, ultrapassou barreiras e entrou na jaula. As estruturas de segurança estavam dentro das normas do Ibama, segundo o município.
O laudo preliminar do IML apontou que a causa da morte foi choque hemorrágico provocado por mordida no pescoço. A prefeitura informou que o animal não consumiu o corpo.
A trajetória de Gerson foi marcada por abandono e vulnerabilidade. A conselheira tutelar que o acompanhou por oito anos relatou que ele nunca foi acolhido por uma família adotiva, apesar de apresentar sinais de transtornos neurológicos. Sem diagnóstico oficial, o jovem chegou a manifestar desejo de ser preso para escapar da fome e da falta de abrigo.
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