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Lula condiciona encontro com Trump na ONU à iniciativa do presidente americano

Presidente brasileiro afirma que está aberto ao diálogo, mas não tomará a dianteira em reunião durante Assembleia Geral

Guilherme Grandi / Don Carlos Leal
29/08/2025 17h37 - Atualizado há 2 horas
Lula condiciona encontro com Trump na ONU à iniciativa do presidente americano
Presidente brasileiro afirmou que não procurará espontaneamente Trump nos EUA para conversar sobre o tarifaço. - Foto: Youtube / Canal Gov / Reprodução

Brasília (DF) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta sexta-feira (29) que um eventual encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), dependerá exclusivamente da iniciativa do líder norte-americano. A afirmação foi feita em entrevista à Rádio Itatiaia, durante agenda oficial em Belo Horizonte (MG).

Lula será o primeiro chefe de Estado a discursar na assembleia, como é tradição para o Brasil, enquanto Trump será o segundo. Apesar da proximidade na programação, o presidente brasileiro descartou tomar a iniciativa de uma conversa bilateral.

“Vai depender dele, porque eu vou estar no mesmo espaço que ele. Ele pode chegar antes e conversar comigo, ou pode não querer conversar e chegar só na hora do discurso”, afirmou Lula.

A oposição tem pressionado o governo brasileiro a negociar diretamente com os Estados Unidos após a imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros exportados para o país. Lula, no entanto, reforçou que o Brasil está aberto ao diálogo, desde que haja disposição do lado americano.

“Se os Estados Unidos não quiserem comprar, vamos procurar outro mercado. Não vamos ficar chorando o leite derramado”, pontuou.

O presidente também comentou sobre a possibilidade de visitar a Casa Branca, mas fez questão de destacar que não aceitaria uma postura subalterna.

“Não tenho problema em ir à Casa Branca, mas não me submeto à complexidade de vira-latas”, disse.

Lula ressaltou que o Brasil também aplica tarifas a produtos americanos e defendeu que a Organização Mundial do Comércio (OMC) seja o fórum adequado para tratar do tema. Segundo ele, o governo brasileiro já fez uma consulta ao órgão, que recebeu sinal verde dos EUA para abrir um canal de negociação.

“O Brasil não é uma republiqueta de bananas. Queremos respeito e respeitamos todos”, completou.

O presidente também revelou que está preparando seu discurso para a ONU “a oito mãos”, com foco na defesa da democracia, do multilateralismo e na reforma da governança global. Ele pretende reforçar a proposta de ampliar o número de países com assento no Conselho de Segurança da ONU.

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FONTE: GAZETA DO POVO
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