Em um esforço para resgatar seus índices de popularidade, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prometeu anunciar nesta terça-feira (18) projeto de lei para ampliar a R$ 5 mil a isenção do Imposto de Renda. A tendência é de que a renúncia fiscal seja compensada por uma taxação maior dos contribuintes mais ricos.
Em um esforço para resgatar seus índices de popularidade, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prometeu anunciar nesta terça-feira (18) projeto de lei para ampliar a R$ 5 mil a isenção do Imposto de Renda. A tendência é de que a renúncia fiscal seja compensada por uma taxação maior dos contribuintes mais ricos.
Lula e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, discutem os detalhes da medida em reunião na manhã da segunda-feira (17) no Palácio do Planalto. Segundo a agenda pública, participaram da conversa o secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, e o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas.
O objetivo do governo é que o Congresso aprove as novas regras ainda neste ano, para que comecem a valer em 1.º de janeiro de 2026, quando também entra em vigor a reforma tributária do consumo.
“A verdade é que quem paga Imposto de Renda nesse país é quem tem desconto na fonte, porque não tem como sonegar. É descontado na folha de pagamento dele. Mas quem ganha muito, às vezes nem paga. Inventa sempre uma mutreta qualquer para não pagar", disse Lula na sexta-feira (14). "Então, o que nós queremos é salvar o povo trabalhador de pagar o Imposto de Renda enquanto muita gente rica sonega.”
Na quinta (13), a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, disse que os técnicos do governo estavam terminando a redação da compensação da renúncia fiscal.
Segundo ela, a isenção de Imposto de Renda a quem ganha até R$ 5 mil é uma das prioridades do governo neste ano, junto com a reforma do sistema de proteção social dos militares.
A tendência é de que Lula faça o anúncio ao lado dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos). Foi o que ocorreu na semana passada, quando o presidente assinou medida provisória para ampliar o crédito consignado a trabalhadores CLT.
Segundo pesquisa da organização Ranking dos Políticos, 49,1% dos deputados e 50% dos senadores dizem ser favoráveis à isenção de R$ 5 mil, combinada a uma maior tributação dos mais ricos. Enquanto isso, 45,4% dos deputados e 34,6% dos senadores se declaram contrários ao projeto.
"A depender dos termos de compensação, há um grande potencial de aprovação em virtude do grau de congressistas a favor da medida", disse o Ranking dos Políticos em comentário sobre os resultados da pesquisa.
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