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09/08/2023 às 00h01min - Atualizada em 09/08/2023 às 00h01min

Cúpula da Amazônia começa hoje em Belém

A cúpula reunirá líderes dos oito países da Amazônia, hoje e amanhã

ESTADO DE MINAS
Meio ambiente vira aposta de Lula para aumentar influência global do Brasil. – Foto: Ricardo Stuckert / PR / Reprodução
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou ontem, em Santarém (PA), que a Amazônia não deve ser tratada como santuário, mas sim ser preservada para gerar ciência e dinheiro para a população que vive na região. “A Amazônia não é só a copa das árvores, não é só os rios. Lá moram milhões de amazônidas que querem viver bem, trabalhar, comer, ter aquilo que produz, além de querer preservar, não como santuário, mas preservar como um fonte de aprendizado da ciência do mundo inteiro para que a gente possa encontrar um jeito de preservar ganhando dinheiro, para o povo possa viver dignamente”, disse.

Ela desembarcou ontem em Belém para participar da Cúpula da Amazônia. A cúpula reunirá líderes dos oito países da Amazônia, hoje e amanhã, e representantes de nações que também têm  florestas tropicais (Congo, República Democrática do Congo e Indonésia). Segundo ele, o objetivo do encontro é preparar uma proposta que mostre ao mundo o que desejam os países da Amazônia: “A gente quer dizer para eles [outros países] que a gente quer cuidar da nossa fauna, da nossa floresta, das nossas águas, mas sobretudo a gente tem que cuidar de uma coisa que eles acham insignificante, chamada povo.”

Um dos pontos de impasse que deve constar no texto final da Cúpula da Amazônia é a inclusão de uma moratória à exploração de petróleo na Amazônia. A medida opõe especialmente os presidentes de Colômbia e Brasil. Enquanto Gustavo Petro defende a ideia, Lula não quer assumir o compromisso, propondo que o foco do acordo seja o fim do desmatamento até 2030. Abrir poços na bacia da Foz do Amazonas, na chamada margem equatorial brasileira, é um objetivo da Petrobras, do Ministério de Minas e Energia e até do líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (Rede-AP). A estatal busca junto ao Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) liberação para iniciar a prospecção.

Questionado por jornalistas nesta segunda-feira em Belém se pretende apressar o processo de licenciamento de petróleo no bioma, Lula preferiu não responder. "Você acha que eu vim aqui para discutir isso agora?", disse o presidente ao chegar no hotel em que ficará hospedado.

Em eventos recentes, Lula tem feito críticas à postura de países ricos em relação ao financiamento de ações contra mudanças climáticas e apontado um desconhecimento do restante do mundo sobre a Amazônia. Em diversos atos oficiais nos últimos meses, o petista tem repetido que a floresta não pode ser vista apenas como um santuário ecológico.

Ao lado da ministra da Saúde, Nísia Trindade, Lula conheceu em Santarém o Navio Hospital Escola Abaré, credenciado pelo SUS para levar saúde às populações ribeirinhas de áreas remotas da Amazônia. O projeto foi implantado na região do Baixo Tapajós pela ONG Projeto Saúde e Alegria em parceria com prefeituras, universidades e organizações locais. Depois, ele participou da inauguração da infovia que liga Santarém a Manaus, levando internet banda larga para 11 municípios da região. Representantes de sindicatos, lideranças indígenas, universitários e agricultores lotaram o local onde foi montada a estrutura para receber Lula.

Nísia Trindade destacou que o governo está integrado para explorar a força da infovia, para garantir o direito dos cidadãos à conectividade e acesso a serviços. “Hoje nós tivemos a demonstração da conexão do Abaré com unidades básicas de saúde no estado do Pará e no estado do Amazonas”, disse. “Nós vamos, através da integração da educação, da saúde com as comunicações, estar levando saúde à população ribeirinha, à população indígena, com qualidade. É o lema do SUS, a saúde para todos, mas uma saúde de qualidade. É isso que nós vimos aqui”, acrescentou.

O Navio Hospital Escola Abaré é a primeira unidade básica de saúde fluvial do país. A embarcação, gerida pela Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) em parceria com o Ministério da Saúde e municípios do Pará, realiza atendimentos clínicos e odontológicos para comunidades ribeirinhas do Rio Tapajós e, agora, tem um Ponto de Inclusão Digital para atendimentos de telessaúde. O navio realiza no mínimo seis expedições por ano, com duração aproximada de 20 dias, atendendo cerca de 20 mil usuários ribeirinhos por ano. São ofertados serviços especializados como exames de ultrassonografia, consultas em pediatria, ginecologia, dermatologia e psiquiatria. A Ufopa reivindica ainda a criação de uma faculdade de medicina em seu campus, em Santarém. Endossando a reivindicação, a ministra Nísia explicou que é mais fácil fixar médicos em municípios onde há cursos de medicina.

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